sexta-feira, 27 de julho de 2012

Stuck, o novo álbum ilustrado de Oliver Jeffers.



Enquanto o livro ainda não é publicado em língua portuguesa, fazemos figas para ver quem será o primeiro a edita-lo. Brasil ou Portugal? Hummm....que rufem os tambores.
Enquanto isso, nos contentamos com a re-leitura de outros títulos do autor e ilustrador: Perdido e Achado, O menino que devorava Livros e O Coração e a Garrafa. Cá entre nós, ele fica mais sexy sem o bigode, não acham?

Bruaá edição e design

Bruaá edição e design

Fique com o gostinho na boca, ao clicar nas letras azuis. Assim poderá visualizar o book trailer do livro. Depois,vá correndo buscar o seu!

Moro numa Ilha. Sei as agruras e as dificuldades de viver num espaço restrito. As vezes, a culpa é do espaço,outras, da falta de abertura de pensamento. O ilhéu vive uma realidade de constante vigilância.
É impossível comprar o pão sem cumprimentar 12 pessoas pelo caminho, é difícil encontrar um canto para esconder-se. Uma ilha parece não ter esquinas, está tudo ali perto e há sempre alguém que nos espreita pelos ombros.
Na verdade, pode ser que tenhamos momentos de leveza e de solidão sublime, onde o tempo seja nosso, e não nos sintamos invadido pelo outro.
Mas este tempo é tão breve que mal damos conta dele...

Mais uma vez a Editora Planeta Tangerina acerta em cheio. Parabéns, vale mesmo a pena ler este álbum.
E aquele beijão a Contadora de História Elsa Serra pelo trabalho. O mundo precisa de mais contadores de histórias! Espreitem o www.contala.net

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vamos falar de Natal e de afeto. E claro, as opções de leitura não faltam. Dedicado a pais e todos aqueles que desejam pensar sobre a importância do investimento afetivo para o crescimento saudável, Eduardo Sá, psicólogo e psicanalista nos escreveu: Más Maneiras de sermos bons Pais - o futuro aceita pessoas imperfeitas.
Longe de ser um manual de receitas comportamentais, são uma seleção variada de crónicas e pequenos textos onde infância, família e amor são os temas circundantes.


"- as crianças têm o direito constitucional de andarem com a cabeça noar. Sempre que alguém as quiser certinhas e crescidas, ficam rezingonas. E só quando forem pais , com um sentimento de que viveram adormecidos, é que irão perceber que só aprende quem põe ao leme, para sempre, a vontade de rir;
- as crianças estão autorizadas a cair. Não caindo nunca aprendem a cair;
- as crianças devem lutar, várias vezes por semana. primeiro, com almofadas, com os irmãos. E, a seguir,com os amigos, fora de casa. Se nunca lutam, podem até parecer exemplares, mas não são crianças: tornam-se "choninhas"
- as crianças têm o direito a não ser falasamente elogiadas. sempre que as elogiam, como se fossem tolas, viram sapos. Podem até ser belas. Mas tornam-se adormecidas."

Más Maneiras de Sermos Bons Pais
Autor: Eduardo Sá
Editora Oficina do Livro

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O PAI NATAL/PAPAI NOEL EM PESSOA!

E mais uma vez, ele mesmo, o homem de barbas, entrou em contato conosco e trouxe algumas cartas para lermos. Devo dizer que achei o Pai Natal um pouco preocupado, e não lhe faltam motivos. Além da famigerada crise, vivemos um momento onde a ansiedade parece ter-se feito companheira de muitas famílias.
É hora de abanar o pó da tristeza e investir no afeto verdadeiro, e no encontro daqueles que fazem parte de nós. Apenas os abraços são capazes de nos aliviar o peso de tantas pressões.
Fica o desejo de um Natal, menos materialista, onde os presentes celebrados são a presença de quem amamos.

"Caras amigas
Já faz um ano que não nos falamos. Por aqui, no Pólo Norte ,faz muito frio, mas a Mãe Natal tem feito um chocolate quente que me faz esquecer da dieta...uma delícia.
 Mando-vos algumas cartas, leiam com cuidado. Parece que andam por aí a dizer que não existo. E por todos os Centros Comerciais, andam homens barbudos com almofadas presas à cintura a tentarem se passar por mim.
Ora, estes são clones, o verdadeiro sou eu, e só apareço quando estão todos a dormir. Teria graça se fosse diferente?
Imaginem, que infância sem beleza , se as personagens bondosas e pacientes deixassem de existir?
O mundo anda aos trambolhões e muitas vezes, os adultos se esquecem das crianças que foram, ou, porque as suas crianças ainda vivas em si, andam famintas de amor, se esquecem que sem fantasia e criatividade, o ser humano perde o combustível para vida.
Neste Natal, o meu pedido é que deixem as crianças sonhar. Permitam que desejem o impossível, apenas desta forma, conhecerão os seus limites e o que verdadeiramente podem alcançar.
Não se preocupem, também tenho prendinhas para vocês, mas estas...só no dia 25!

CARTA DO TIAGO

"Pai Natal

O meu Pai, diz que Portugal está em crise, por isso vou ser muito rápido: quero um carro de corridas. Pode ser vermelho, ou um Ferrari telecomandado. Mas tem um detalhe muito importante, o meu Pai tem de vir incluído.
Sabe, gosto mesmo de brincar com o meu Pai, mas ele não me liga nenhuma, passa os dias preocupado com o trabalho e quando chega em casa , só quer ver os noticiários e falar da crise.
Será que o Pai Natal, poderia passar esta crise, por apenas duas semanas, quando estou de férias da escola, e quem sabe darmos juntos um passeio, ou, brincarmos juntos com a minha prenda nova.
Acho que vou ser o menino mais feliz da minha escola, se o meu Pai encontrar mais tempo para brincar comigo e sairmos, só os dois a descobrir coisas juntos.
Eu sei que os adultos têm muitas responsabilidades, mas os pais deviam descobrir que precisamos de abraços, que é mais divertido brincar com eles do que com brinquedos telecomendados e que o melhor brinquedo para um filho, são os seus pais.
A minha mãe, já brinca, mas o meu pai...anda mesmo preguiçoso.
Será que há um chazinho que o anime?
Não se preocupe Pai Natal, para chegar a minha casa é fácil, tem muitas cambiarras e parece mais o Carnaval. Deixo umas cenouras para as renas, e um copinho de leite para si na cozinha.
Vou para cama cedo, esta noite, assim o dia chega mais depressa.Estou tão curioso, que nem consigo pensar direito"

Grande abraço Pai Natal
Joao Pedro

Carta da Matilde

"Querido Pai Natal

Gosto muito de ti e das tuas barbas brancas. Aqui na escola, dizem que não existes mas eu não acredito neles. Sou muito esperta enquanto eles nem sabem contar, e se atrapalham na tabuada dos nove...são uns tontos, sei que estão a mentir!
Escrevi esta carta com a ajuda da minha professora, ela prometeu a todos os meninos lá da escola, que as  levaria ao correio. A minha professora é um espetáculo.
Fogo Pai Natal, é mesmo incrível que consigas ler tooodas as cartas que lhe mandam.  Admiro-o muito, ler em tantas línguas não é fácil...
Este ano não quero prendas, ou melhor, não preciso de mais brinquedos porque já tenho muitos. Quero mesmo uma coisa dentro da cabeça da minha mãe.Uma coisa que é muito importante para uma criança, e que gostamos muito.
Pai Natal, eu queria que a minha mãe deixasse-me  sujar um bocadinho!
Claro que não é preciso ficar coberta de lama, mas dava jeito não ter sempre que estar limpinha e poder andar de bicicleta durante todo o sábado. Poder colecionar as pedrinhas que encontro, e não ter sempre que trocar de roupa quando um pequeno rasgão acontece.
A verdade, é que eu gosto de brincar muito, mas só posso nos fins de semana...se passo todo o tempo a manter-me  bonita e limpa, como posso brincar?
Era isso Pai Natal, sei que parece uma ideia doida, mas eu quero o direito de sujar-me e de brincar à brava. Se esfolar os joelhos, não faz mal, eu fico boa logo, logo.Afinal todas as crianças têm um anjo que toma conta delas. E eu, sou como um gato, caio, mas levanto de seguida.
Sei que é um pedido difícil,mas O Pai Natal consegue, talvez seja necessário hipnotiza-la, o meu pai diz, que as vezes a minha mãe é impossível.
Esta, seria a melhor prenda que uma criança pode desejar.
Obrigada grande amigo"

Beijos Matilde

domingo, 20 de novembro de 2011

AFONSO E O LIVRO

Gostei mesmo deste livro, até porque tenho uma grande atração por livros que falam de livros e do prazer de ler.Não conhecia o autor, e peço desculpas, porque não pesquisei nada sobre o mesmo. Mas desejo sinceramente que escreva mais livros, só para ter o prazer de os ler.
É disto que o livro fala, do prazer de ler o desconhecido, o livro não existente.A procura interminável que existirá, enquanto houver vida,por coisas a ler, a sentir, a pensar.
Afonso, se nega a ler, porque ainda não encontrou o livro, "aquele livro" idealizado, só seu. Na busca deste livro, desenvolve-se a narrativa e de uma forma nada didática, o leitor aprende o processo e as fases de construção de um livro.
É informado, sobre todas as pessoas que fazem parte do mundo da edição e o trabalho detalhado que exige a criação de um livro.
E que bonito é que é, quando o Luís Filipe Cristóvão, nos revela o mundo dos ilustradores,digitalizadores,revisores, paginadores, enfim, esta gente que faz da sua vida livros, e que sem a sua existência, o mundo seria mesmo uma coisa ruim.
O bom mesmo é dar uma olhada no video, e ver o livro por dentro.

 
Afonso e o Livro
Texto: Luís Filipe Cristóvão
Ilustrações: Amélie Bouvier
Edição Livrododia

Não é fácil,pequeno esquilo!



Se há uma palavra que pode sintetizar este álbum, esta palavra é: comovente.
A Autora Elisa Ramón, nos traz o tema da morte, geralmente tabu, na literatura para crianças.
Aqui, o tema é tratado de forma séria, mas sem perder a delicadeza e ternura que um bom livro para crianças pode ter.
As ilustrações de Rosa Osuna, que já nos presenteou com outros deliciosos álbuns como : Os Avós e Um Presente Especial, também editados pela Kalandraka, organizam um discurso dos afetos, onde a figura paterna ganha força, revelando que o pai, pode sim, representar amor, contensão e carinho.
É o Pai, que ensina a seu filho- o pequeno esquilo- que a sua mãe estará sempre dentro dele, em todos os momentos.
Com a ajuda do tempo, da amizade e do amor, o pequeno esquilo, envolvido pela certeza do amor da sua mãe, volta a sorrir e a brilhar.
Reconhecendo que falar do tema, pode ser uma caminho para a sua superação do mesmo, fica uma sugestão de leitura que pode ser acarinhada por pais e educadores.

Não é fácil, pequeno esquilo!
Texto: Elisa Ramón
Ilustração: Rosa Osuna
Editora Kalandraka

Praia Mar


O Planeta Tangerina não para de nos surpreender, e nós gostamos das novidades. Desta vez, o ilustrador Bernardo Carvalho, nos presenteia com um álbum só com imagens, de um dia, ou quem sabe, de uns dias na praia.
Não é a primeira vez que o autor trabalha sobre esta temática. Parece que o Bernardo gosta mesmo de mar...(risos). No anterior - Dia na Praia- os dias de sol e o encontro com o mar aparecem, mas, com a preocupação ecológica de preservar e cuidar do planeta.
Aqui, falamos de prazer, de encontro e encantamento. Toda a narrativa de imagens se debruça, no prazer dos dias solarengos e bem passados com amigos. Na alegria de contemplar pequenas conchas, e quem sabe, coleciona-las. No barulho alegre dos amigos que escalam pedras e saltam, no encontro com o mar salgado.
Um álbum, com um tamanho ideal para leituras conjuntas. Que bom seria se existissem mais álbuns assim...mediar leituras com livros de tamanho pequeno, é uma ginástica...(risos)
Apenas indicado a leitores curiosos e pouco preguiçosos,  afinal não é para isso que os álbuns existem? (
PRAIA MAR
Autor: Bernardo Carvalho
Editora: Planeta Tangerina

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E tu rabiscas?

Vamos esquecer de vez, os livrinhos para colorir e pintar, que não podemos passar da linha ou criar nada de novo.Para deixar a Criatividade fluir, algumas vezes pode ser positivo, ter um ponto de partida. E se a folha em branco, ainda é demasiado assustadora, vale a pena investir neste livro. Aqui, vai encontrar personagens, objetos e cenários onde poderá dar asas a imaginação.É diversão garantida, e o mais importante de tudo, em cada página encontrará um desafio que vai provocar a Criatividade infantil.
Mais educativo que as fichas de verão...afinal, todos precisam de descanso. E é a brincar que outras aprendizagens acontecem.

E tu, rabiscas?
Nikalas Catlow
Editora Galivro

Jogos da Glória da Editora Edicare


Férias, tempo de brincadeira gostosa e de riso. Vamos deixar os cadernos de lado e brincar. è tempo de refrescar as ideias e encontrar amigos, visitar os avós, subir nas árvores e não fazer nada.
Fica esta sugestão para tempos divertidos.