Longe de ser um manual de receitas comportamentais, são uma seleção variada de crónicas e pequenos textos onde infância, família e amor são os temas circundantes.
"- as crianças têm o direito constitucional de andarem com a cabeça noar. Sempre que alguém as quiser certinhas e crescidas, ficam rezingonas. E só quando forem pais , com um sentimento de que viveram adormecidos, é que irão perceber que só aprende quem põe ao leme, para sempre, a vontade de rir;
- as crianças estão autorizadas a cair. Não caindo nunca aprendem a cair;
- as crianças devem lutar, várias vezes por semana. primeiro, com almofadas, com os irmãos. E, a seguir,com os amigos, fora de casa. Se nunca lutam, podem até parecer exemplares, mas não são crianças: tornam-se "choninhas"
- as crianças têm o direito a não ser falasamente elogiadas. sempre que as elogiam, como se fossem tolas, viram sapos. Podem até ser belas. Mas tornam-se adormecidas."
Autor: Eduardo Sá
Editora Oficina do Livro


































