sábado, 24 de julho de 2010

PARTILHAR LEITURAS

O desafio era escolher um livro que de alguma forma fosse importante para a sua própria vida. Um livro que gosta de ler na sala, um livro onde o filho aprendeu as primeiras palavras, um livro que recebeu de alguém especial...e o inevitável aconteceu. Foi impossível escolher apenas um livro!E quando chegou a hora de partilhar, lá estávamos nós ,carregadinhos,  apesar do calor que escaldava...

Dentro de cada mala, de cada sacola, um livro inesquecível. Foram tantos títulos, que apenas em uma hora foi possível conhecer diversas opções de leituras.Mas o importante é, a partir do livro conhecer um pouco mais do outro e assim, criar um ambiente de aprendizagem saudável.


O dia não acabou com esta partilha.Depois de uma conversa informal sobre gostos e alguns maus gostos (estes sim ,devem ser evitados) pensámos e criamos actividades para serem desenvolvidas pelos alunos, sempre com uma palavra de ordem: literacia emocional. Parabéns a todos!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

IMAGENS DA FORMAÇÃO - OPTIMIZAR A LEITURA EM SALA DE AULA



Andamos por aqui divertidos à volta dos livros. Mas o desafio desta vez, foi colocar em movimento e cor, os sentimentos aflorados depois da leitura. Afinal, para motivar para a literacia, é preciso brincar com os sons e com as imagens.Fechar o livro, e depois de lida a história, deixar que a nossa casa do pensamento se construa.
Durante as 25 horas da formação, dinamizada no Centro de Formação do Sindicato dos Professores da Madeira, lemos, contamos histórias, partilhamos livros e títulos de forma divertida e algumas vezes ternurenta. Sim, porque ler, pode ser um momento de intimidade se durante a leitura nos aconchegamos, e em silêncio, nos sentimos unidos.

A leitura não serve para dominar a língua materna, serve, para alimentar a imaginação.

sábado, 10 de julho de 2010

PLANETA TANGERINA - MUITO OBRIGADO!


Se eu pudesse com esta idade,escolher alguém para ser a minha prima,escolhia a Isabel Minhós.Tenho a certeza que teríamos os melhores fins de semana do mundo.

Para começar e esticar as pernas,lhe convidava a provar as deliciosas e sumarentas jabuticabas na casa da minha tia Djanira.Seria a sua primeira aula de improvisação musical; ali no meio do mato e na presença dos insectos mais coloridos,sentiria o gozo do som: NHOC, PLOC a explodir na boca.
Depois,correríamos para casa da minha avó e lhe apresentava a minha árvore.Sim, ainda sou do tempo que uma criança tinha uma árvore,uma árvore que era o seu domínio,o seu reino, a sua porta aberta para a aventura.E a minha árvore era belíssima,alta,carregada de folhas e com troncos preguiçosos que mais se pareciam braços esticados prontos para afagar.
A  minha árvore não tinha um nome especial,era feliz porque era simplesmente árvore,mas foi o mais lindo pé de carambola que vi na minha vida.
Lá de cima veríamos a paisagem e fecharíamos os olhos imaginando tantas coisas divertidas, que as horas passariam sem demoras.O vento levantaria as nossas saias e daria vida aos nossos cabelos.O dela, liso,como coisa macia.O meu, aos cachos,como coisa que não tem medo.
Quando chegasse o outono,nos sentaríamos tranquilas no ponto mais alto da árvore,para ver as pequeninas  violetas cobrirem todo o chão de cor.E depois gastaríamos horas,a perseguir as formigas trabalhadeiras que carregam as flores em direção ao formigueiro.
Esgotaríamos a tabela dos números a tentar contar os diferentes tipos de formigas:pretas,cor de ferrugem,brancas e as mais perigosas; as formigas parecidas com as saúvas,com  mordidas que causam ardor e febre.
Lhe agarrava pela mão e mostrava todos os meninos da rua que eram bons para brincar, e para celebrar, faríamos chás com as bonecas,com bolo de terra enfeitado com sementes, distribuído entre todos os que são capazes de sentir o gosto de comida invisível.
Visitaríamos os ninhos dos pássaros...
Colecionariamos folhas de tamanhos e formas diferentes...
Descobriríamos o mundo...
Ah! O post era para falar de livros...mas não é isto que um bom livro faz?! Nos lembrar de coisas boas e de como somos construídos com a presença do outro?!E é isto que este livro, consegue promover no leitor.
Excelente para falar de laços,afetos,literacia emocional,escuta,empatia e o crescimento que apenas na relação podemos encontrar.E como agradecer é uma prova de saúde mental,muito obrigada,Planeta Tangerina!


sexta-feira, 9 de julho de 2010

The Actual '73 Giving Tree Movie Spoken By Shel Silverstein



Uma discussão muito frequente nas acções de formação:o respeito aos direitos de autor.
Sim,é preciso acabar com estes PDF que circulam na internet,com livros digitalizados prontos a serem consumidos numa mediação de leitura.
Muitos destes PDFs não são autorizados...logo,a sua utilização ofende os direitos de autor.
Fica a sugestão;porque não utilizar os Audiolivros disponíveis?  Ou quem sabe, investir algum tempo e encontrar pérolas como esta: o próprio autor a contar a sua história.
Como todos podem ver,os autores estão disponíveis a partilhar as suas obras ,logo, apropriar-se delas é um ato de profundo desrespeito.
Defenda a Arte.Respeite os direitos de autor.

Mary & Max - Síndrome de Asperger - Legendado

Um filme comovente.A história de amizade entre Max,diagnosticado com a Síndrome de Asperguer e Mary,uma criança de 8 anos que debate-se com um profundo abandono.
Nas suas cartas,o fio invisível da amizade consegue organizar o que para ambos é tão doloroso: a dificuldade de compreender o outro e a solidão de ser diferente.
Ainda não tivemos o prazer de ver este filme nos nossos cinemas,mas não se deixem enganar com a animação,não é um filme para crianças.A sua acidez e a cena onde Mary faz um tentativa de suicídio, são elementos que exigem uma maior capacidade de sustentação da dor.
Bonito,comovente,inovador - porque foge das dimensões 3D que temos sidos invadidos - o filme toca, porque é um filme que fala de gente de carne e osso que as vezes sangra por dentro.




Não deixe de ver o trailler,alguns sortudos já o viram...



Sim,toda obra tem o seu criador,mergulhe de cabeça no mundo do director e escritor Adam Elliot.



Porque ser diferente é uma arte.